Fanatismo Político de Eleitores Recusa Ações Pró-Sociais
Fanatismo Político de Eleitores Recusa Ações Pró-Sociais
O fanatismo
político aflige a política brasileira de forma tão destrutiva, que pode ser
visto como a maior ameaça à sociedade. São fanáticos perigosos, que recusam
políticas públicas ou ações pró-sociais, a exemplo de saúde e educação para
todos.
Diversos
pensadores de nossa história ofereceram soluções a este problema, incluindo o
Papa Franscisco, que condenou a forma patológica de fanatismo perigoso,
enquanto o filósofo Voltaire o mencionou como uma doença de mentes perigosas.
Fanatismo Político
O fanatismo
político emerge quando se identifica uma lealdade extrema e cega a um líder
político ou a uma crença. No Brasil, o nível de degradação do fanatismo de
eleitores chegou a tal ponto de se criar mitos no país.
Isto
prejudica as políticas públicas e ações pró-sociais, ao se substituir fatos, a
busca por consensos e a lógica por dogmas rígidos. Assim sendo, quando o
fanatismo norteia as decisões governamentais, as ações pró-sociais deixam de
focar na resolução prática de problemas para se tornar um teste emocional de
lealdade.
Tanto a
ideologia política quanto o fanatismo são pouco estudados em relação às ações
pró-sociais ou da própria pró-sociabilidade, isto é, a disposição de sacrificar
interesses pessoais em prol de interesses coletivos. Para os fanáticos, o que
vale é a decisão de seu líder.
Infelizmente,
no Brasil, os grandes problemas nacionais são politizados e o fanatismo criado
e seguido pelos eleitores só contribui para piorar a situação. A pobreza é
politizada, a Covid-19 foi politizada, assim como a crise climática já é
politizada.
Por conta
do fanatismo político de eleitores, o negacionismo da ciência foi facilmente intensificado
no país, sobretudo as ações negacionistas do governo durante a Covid-19,
apoiadas por muitos. Quando o uso da razão é rejeitado, surge a transformação
da crença cega em violência assassina.
O registro
de quase um milhão de mortes parece ter sido normal para muitos durante a
COVID-19, assim como o atraso na compra de vacinas e indicação de um general
para o Ministério da Saúde, sem a devida qualificação em saúde pública.
Além disto,
o fanatismo de eleitores está sendo um grande perigo para a democracia no
Brasil e no mundo, por gerar a complacência e isentar os representantes eleitos
de prestar contas.
Quando se
isenta líderes por crimes e corrupção, impondo uma verdade absoluta e sagrada,
as instituições democráticas se enfraquecem com a criação de uma violência
generalizada. Daí a cultura vigente de corrupção, de violência generalizada,
sobretudo a violência contra as mulheres, contra a população indígena e assim
por diante.
Ações Pró-Sociais
A gratidão
e o comportamento pró-social foram estudados em pesquisas anteriores mostrando
que os níveis mais elevados de gratidão predizem um melhor bem-estar pessoal
(por exemplo, satisfação com a vida, felicidade subjetiva, otimismo e
esperança) e uma menor ênfase em atitudes materialistas.
Pesquisadores
também demonstraram que a gratidão motiva o comportamento pró-social de
diversas maneiras. No Brasil, durante a pandemia de COVID-19, a gratidão foi
expressa pelo apoio e reconhecimento aos profissionais de saúde, à ciência e
valorização do SUS.
Contudo,
não é ainda conhecido se a gratidão pode atuar como uma força impulsionadora da
pró-socialidade, em termos de políticas públicas nas condições geradas pela
pandemia de COVID-19.
É sabido
que o fanatismo político afeta negativamente as políticas públicas e a
pró-sociabilidade ao substituir o debate técnico por dogmas ideológicos e
destruir a coesão social. Quando a polarização atinge níveis extremistas, a
busca pelo bem comum é substituída pelo desejo de derrotar o
"inimigo" político.
As eleições
passadas deixaram um exemplo típico de fanatismo político, reduzindo a
capacidade de se envolver em ações pró-sociais e o registro de políticas
públicas tão desastrosas.
Mesmo com a
COVID-19, o fanatismo político não arrefeceu, levando os eleitores a escolherem
nas eleições passadas os piores candidatos para a atual legislatura no
Congresso Nacional.
Além disto,
pesquisas já existentes sugerem que liberais apresentam atitudes mais
pró-sociais do que conservadores. Neste caso, medidas restritivas relacionadas
tanto com a COVID-19 como com a crise climática envolvem uma disposição para a
pró-sociabilidade.
Neste caso, é possível que conservadores sejam menos
propensos a cumprir tais restrições devido aos seus níveis mais baixos de
pró-socialidade.
Diante de
um tema tão presente na sociedade e ainda carente de respostas, espera-se que
nossos cientistas sociais e políticos, filósofos e psicólogos nos ofereçam mais explicações
sobre o fanatismo político, políticas públicas e ações pró-sociais.
É preciso
avaliar se a agenda de frente ampla tradicional de centro-direita, dos mais de
dez anos dos governos petistas, com políticas sociais medíocres aumentando as
desigualdades sociais sem redução da pobreza, influenciaram o avanço do
fanatismo político da extrema direita no país.

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