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Fanatismo Político de Eleitores Recusa Ações Pró-Sociais

Fanatismo Político de Eleitores Recusa Ações Pró-Sociais

 

Fonte: Facebook

O fanatismo político aflige a política brasileira de forma tão destrutiva, que pode ser visto como a maior ameaça à sociedade. São fanáticos perigosos, que recusam políticas públicas ou ações pró-sociais, a exemplo de saúde e educação para todos.

Diversos pensadores de nossa história ofereceram soluções a este problema, incluindo o Papa Franscisco, que condenou a forma patológica de fanatismo perigoso, enquanto o filósofo Voltaire o mencionou como uma doença de mentes perigosas.

Fanatismo Político

O fanatismo político emerge quando se identifica uma lealdade extrema e cega a um líder político ou a uma crença. No Brasil, o nível de degradação do fanatismo de eleitores chegou a tal ponto de se criar mitos no país.

Isto prejudica as políticas públicas e ações pró-sociais, ao se substituir fatos, a busca por consensos e a lógica por dogmas rígidos. Assim sendo, quando o fanatismo norteia as decisões governamentais, as ações pró-sociais deixam de focar na resolução prática de problemas para se tornar um teste emocional de lealdade.

Tanto a ideologia política quanto o fanatismo são pouco estudados em relação às ações pró-sociais ou da própria pró-sociabilidade, isto é, a disposição de sacrificar interesses pessoais em prol de interesses coletivos. Para os fanáticos, o que vale é a decisão de seu líder.

Infelizmente, no Brasil, os grandes problemas nacionais são politizados e o fanatismo criado e seguido pelos eleitores só contribui para piorar a situação. A pobreza é politizada, a Covid-19 foi politizada, assim como a crise climática já é politizada.

Por conta do fanatismo político de eleitores, o negacionismo da ciência foi facilmente intensificado no país, sobretudo as ações negacionistas do governo durante a Covid-19, apoiadas por muitos. Quando o uso da razão é rejeitado, surge a transformação da crença cega em violência assassina.

O registro de quase um milhão de mortes parece ter sido normal para muitos durante a COVID-19, assim como o atraso na compra de vacinas e indicação de um general para o Ministério da Saúde, sem a devida qualificação em saúde pública.

Além disto, o fanatismo de eleitores está sendo um grande perigo para a democracia no Brasil e no mundo, por gerar a complacência e isentar os representantes eleitos de prestar contas.

Quando se isenta líderes por crimes e corrupção, impondo uma verdade absoluta e sagrada, as instituições democráticas se enfraquecem com a criação de uma violência generalizada. Daí a cultura vigente de corrupção, de violência generalizada, sobretudo a violência contra as mulheres, contra a população indígena e assim por diante.

Ações Pró-Sociais

A gratidão e o comportamento pró-social foram estudados em pesquisas anteriores mostrando que os níveis mais elevados de gratidão predizem um melhor bem-estar pessoal (por exemplo, satisfação com a vida, felicidade subjetiva, otimismo e esperança) e uma menor ênfase em atitudes materialistas.

Pesquisadores também demonstraram que a gratidão motiva o comportamento pró-social de diversas maneiras. No Brasil, durante a pandemia de COVID-19, a gratidão foi expressa pelo apoio e reconhecimento aos profissionais de saúde, à ciência e valorização do SUS.

Contudo, não é ainda conhecido se a gratidão pode atuar como uma força impulsionadora da pró-socialidade, em termos de políticas públicas nas condições geradas pela pandemia de COVID-19.

É sabido que o fanatismo político afeta negativamente as políticas públicas e a pró-sociabilidade ao substituir o debate técnico por dogmas ideológicos e destruir a coesão social. Quando a polarização atinge níveis extremistas, a busca pelo bem comum é substituída pelo desejo de derrotar o "inimigo" político.

As eleições passadas deixaram um exemplo típico de fanatismo político, reduzindo a capacidade de se envolver em ações pró-sociais e o registro de políticas públicas tão desastrosas.

Mesmo com a COVID-19, o fanatismo político não arrefeceu, levando os eleitores a escolherem nas eleições passadas os piores candidatos para a atual legislatura no Congresso Nacional.

Além disto, pesquisas já existentes sugerem que liberais apresentam atitudes mais pró-sociais do que conservadores. Neste caso, medidas restritivas relacionadas tanto com a COVID-19 como com a crise climática envolvem uma disposição para a pró-sociabilidade.

Neste caso,  é possível que conservadores sejam menos propensos a cumprir tais restrições devido aos seus níveis mais baixos de pró-socialidade.

Diante de um tema tão presente na sociedade e ainda carente de respostas, espera-se que nossos cientistas sociais e políticos, filósofos e psicólogos nos ofereçam mais explicações sobre o fanatismo político, políticas públicas e ações pró-sociais.

É preciso avaliar se a agenda de frente ampla tradicional de centro-direita, dos mais de dez anos dos governos petistas, com políticas sociais medíocres aumentando as desigualdades sociais sem redução da pobreza, influenciaram o avanço do fanatismo político da extrema direita no país.

 

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